Fratelli Tutti: o que podemos aprender com a nova encíclica de Francisco
No dia 4 de outubro de 2020, foi divulgada ao mundo, em vários idiomas, a terceira encíclica do Papa Francisco, com o título Fratelli Tutti e o subtítulo “Sobre a fraternidade e a amizade social”. O documento foi assinado pelo Santo Padre no dia anterior, diante do Túmulo de São Francisco, no Sacro Convento de Assis, na Itália.
>>> Clique aqui para ler o texto da encíclica na íntegra, em português.
A seguir, confira o comentário do professor Robert Rautmann, mestre em Teologia e doutorando em Ciência da Religião, sobre a mensagem principal da encíclica e sua importância para o momento presente. Ele é integrante do corpo docente dos cursos de pós-graduação em Aconselhamento e Orientação Espiritual, Teologia Bíblica e Mariologia do INSECH.
Às irmãs e aos irmãos!
“No dia 3 de outubro último, o Papa Francisco entregou, à Igreja e ao mundo, a sua terceira Carta Encíclica: Fratelli Tutti (FT), sobre a Fraternidade e a Amizade Social. A anterior havia sido sobre o cuidado da Casa Comum (Laudato Si’) e a primeira, sobre a Fé (Lumen Fidei).
Logo no início, o Papa recorda que São Francisco lhe inspirou, tanto na escrita da Laudato Si’, como da Fratelli Tutti.
Abrindo-se ao amor universal, sem fronteiras, Francisco – o Papa, mas também o santo – reconhece a necessidade do diálogo, da harmonia, da paz, da fraternidade.
Foram eventos fundamentais para a escrita da encíclica, menciona o Pontífice, o encontro que teve com o Imã Ahmad Al-Tayyeb, em Abu Dhabi, no ano passado, e a pandemia que estamos vivendo.
Ao olharmos para as ocorrências das palavras ao longo do texto, podemos entrever as linhas-mestras da encíclica: todos (144 vezes), outros (100 vezes), mundo (98 vezes), sociedade (83 vezes), amor (82 vezes)…
A encíclica é o apelo de Francisco para que a humanidade se reconheça como uma única família, com vários irmãos, mas filhos do mesmo Pai e que diante das inúmeras crises que vivemos (econômica, social, sanitária, migratória…) possamos “adotar a cultura do diálogo como caminho; a colaboração comum como conduta; o conhecimento mútuo como método e critério” (FT 285)”.
Robert Rautmann




