Reflexões para o Dia Mundial da Vida Consagrada

No dia 2 de fevereiro, a Igreja celebra o Dia Mundial da Vida Consagrada, mesma data que marca a Festa de Apresentação do Senhor.

Quando falamos de Vida Consagrada, nos referimos àqueles e àquelas que dedicam suas vidas a uma missão que é, em essência, de amor. Amor a Deus, ao exemplo de Jesus e a todos aqueles que mais precisam. Também falamos de pessoas que acreditam em um mundo melhor e dão suas contribuições para isso. 

Mais do que a identificação com o modo de viver de uma congregação ou de um carisma fundacional, em suma, escolher a vida religiosa é dizer sim ao chamado para a vocação de ser discípulo de Cristo. Para viver o amor ao próximo, a solidariedade e a construção do Reino de Deus pelos caminhos que a missão desenhar. Para cultivar, amadurecer e compartilhar uma espiritualidade viva e relacional.

Reflexões do Papa Francisco sobre a Vida Consagrada

Em sua homilia, na Basílica de São Pedro, no dia 2 de fevereiro de 2022, o Papa Francisco fez o seguinte questionamento, sobre a motivação que sustenta essa escolha:

“Deixamo-nos mover principalmente pelo Espírito Santo ou pelo espírito do mundo? É uma interrogação com que devemos confrontar-nos todos nós, especialmente os consagrados. Enquanto o Espírito leva a reconhecer Deus na pequenez e fragilidade duma criança, nós às vezes corremos o risco de pensar na nossa consagração em termos de resultados, metas, sucesso: movemo-nos à procura de espaços, de visibilidade, de números: é uma tentação. Ao passo que o Espírito não pede isto; deseja que cultivemos a fidelidade diária, dóceis às pequenas coisas que nos foram confiadas”.

Ao relembrar o exemplo de dois anciãos fiéis em sua fé, naquela mensagem o Papa Francisco fala da beleza que é alimentar, diariamente, a chama da esperança que o Espírito acendeu em cada coração.

Além disso, o Santo Padre segue na reflexão sobre a renovação constante do compromisso com a missão de quem escolhe a vida religiosa:

“O que é que move os nossos dias? Que amor nos impele a seguir em frente: o Espírito Santo ou a paixão do momento, isto é, uma coisa qualquer? Como nos movemos na Igreja e na sociedade? Às vezes, mesmo por trás da aparência de boas obras, podem ocultar-se a traça do narcisismo ou o frenesi do protagonismo. Noutros casos, embora realizando muitas coisas, as nossas comunidades religiosas parecem ser movidas mais pela repetição mecânica – fazer as coisas por hábito, apenas para fazê-las – do que pelo entusiasmo de aderir ao Espírito Santo. Far-nos-á bem, a todos nós, verificar hoje as nossas motivações interiores, discernirmos as moções espirituais, porque a renovação da vida consagrada passa primariamente por aqui”.

De acordo com o Papa, “o Senhor não cessa de dar sinais para nos convidar a cultivar uma visão renovada da vida consagrada”. Uma visão que acompanha as necessidades dos tempos atuais e, principalmente, acolhe Jesus nos braços. Que enxerga Jesus em todos os lugares.

E você, já pensou em trilhar o caminho da Vida Consagrada? Se identifica com essa vocação de alguma maneira?

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